Religiosidade: Até quando?

Interessante observar o rumo do Cristianismo nos dias de hoje.
E "lamentável" não seria a palavra adequada pra descrever o sentimento que toma meu coração.
Sempre pensei bastante acerca de um determinado assunto. E hoje me dei conta de que nunca havia escrito algo falando sobre isso. Uma tal chamada... religiosidade. Sempre achei perigoso escrever sobre ela, pois nunca soube o quanto incisivo eu poderia ser a respeito. Mas cheguei num determinado ponto, onde não posso segurar isso mais dentro de mim.
Você pode dizer: "Ah! Mas o que há de errado com a religiosidade?"
Eu te respondo: Tudo.
É bem verdade quando dizem que as histórias são cíclicas. Elas acontecem, e quando se inicia uma nova geração, um novo ciclo... bem, elas se repetem. E isso de forma insistente, não importa o quanto uma nova leva de "adoradores" diga que será diferente.
E a religiosidade faz parte desse ciclo.
Cada vez mais, as pessoas tem se apegado àquilo que não é proveniente diretamente de Deus. Mas preferem terceirizar essa tarefa, e absorver aquilo que já vem mastigado, que já vem elaborado, e que por fim vem adulterado através de pessoas.
Não se busca mais diretamente ao Senhor, mas sim, busca-se cada vez mais uma imitação daquilo ou daqueles que se tornam modelos de santidade e as exibem por aí. Modelos esses exibidos por pastores, ministros, "apóstolos" e até mesmo, por pessoas que ainda estão sendo amamentados na Vida Cristã, e acham que a sua transformação arrebatadora é seu principal fundamento pra modelar vida cristã de outros.
Mas há vários aspectos acerca da religiosidade, que a tornam repulsiva para Deus.
Primeiro de tudo, a religiosidade esconde a verdadeira face de Deus.
Não no sentido do rosto de Deus, mas no sentido de que aquilo que o Criador realmente é. O apego aos preceitos impostos por mãos humanas, por homens que se intitulam muito religiosos não tem outra consequência senão omitir aquilo que realmente Deus nos diz e quer de nós. O principal motivo disto, é que a religiosidade não se baseia na Palavra de Deus, mas sim em preceitos, tradições que foram passadas de homens pra homens, religião pra religião, se tornando uma lei a parte. Em todos os aspectos, os fariseus foram o maior exemplo do quanto pode ser perigosa e nos afasta de Deus. Jesus os advertiu: 
Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens. Mateus 15:9-9
Em segundo lugar, a religiosidade esconde verdadeiras intenções. 
Por mais que seja desagradável pra mim em todos os seus aspectos, este é o principal motivo pelo qual este assunto me incomoda tanto. A religiosidade é a máscara da hipocrisia. É a tentativa mais bem-sucedida de Satanás de se infiltrar no meio daquilo e daqueles que foram separados por Deus. E pior disso tudo: ele tem conseguido. Não só no que diz respeito aos hipócritas, mas naqueles que tem uma Vida Cristã tão rasa e raquítica, que são levados facilmente pela aparência desses. Lembra daqueles que ficavam nas esquinas orando em voz alta, fazendo jejuns notáveis as pessoas e exibindo suas vidas "espirituais" como troféus?
A religiosidade, mais do que a hipocrisia, é o prenúncio do orgulho. Isso mesmo... o mesmo sentimento que levou um anjo de luz a se transformar no maior destruidor de almas.

E por último, a religiosidade esconde a GRAÇA DE DEUS.
Acho que não preciso ser tão descritivo sobre esse ponto. A religiosidade cegou tanto os fariseus a ponto deles não perceberem quem estava diante dos olhos deles. O Messias, o Filho do Deus Vivo, encarnado debaixo do nariz de cada um deles, e nem um deles se deu conta.
Ela não só cega aqueles que estão agarrados a ela, como também nos leva a adulterar a mensagem de salvação às pessoas. Passamos a imagem de um Cristo que morreu para vivermos suas ordens, seus decretos... pra vivermos uma vida de perfeitinhos... pra assumirmos o papel de Juiz diante dos ímpios. Quando na verdade, por mais clichê que pareça, ele morreu pra nos salvar. Não quero dizer, que a vida de ser seguidor de Cristo não implica em seguirmos aquilo que Ele nos diz e nos ordena. Mas isso não é pré-requisito, é consequência daquele que foi atingido pelo poder e pela mensagem da Cruz.

A mensagem não é perfeição. É amor.
O que vem depois, é fruto dessa mensagem tão simples.
Enquanto essa não for a nossa bandeira, as pessoas continuarão a rejeitar o evangelho e o sacrifício da cruz, e continuaremos com nosso complexo de "perfeitos separados por Deus" que não precisam das pessoas... apenas de nós mesmos.
E isso não salva... nem a eles, nem a nós.

Deus nos abençõe.

2 comentários:

concordo plenamente
tem pessoas que focam mais os olhos nos ministros do que em jesus

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